2 de maio de 2011

SEXUALIDADE e HOMOSSEXUALIDADE: SOMOS QUEM PODEMOS SER?


Sexualidade e Homossexualidade...


Este tema tão controverso,ainda não é abordado de forma clara e honesta e esbarra em questões sociais, culturais e religiosas, o que impede uma reflexão mais profunda sobre quem somos e como vivemos a nossa sexualidade.

Muitas pessoas ficam desconfortáveis quando precisam falar de sexo e a falta de informação acaba gerando o seu fruto mais intragável, o preconceito.

Infelizmente vivemos numa sociedade hipócrita e desarticulada, que não estimula o autoconhecimento e o enfrentamento das situações de exclusão.


Muitas vezes desconhecemos até o nosso próprio corpo.

Nosso corpo .... tantas vezes um pobre corpo.

Como olhamos para ele?

Como as pessoas o percebem?

E nossa orientação sexual?

Vivemos algum tipo de exclusão por causa de nossa opção  ou orientação sexual?

Gostamos de ser quem somos?

Homens, mulheres....

Gênero masculino e feminino.

É assim que nos vemos?

E nossa sexualidade?

Somos bem resolvidos ou vivemos para agradar outras pessoas?

homossexualidade?

Como lidamos com esta questão?

Segundo Sigmund Freud a sexualidade tem um papel  importante na constituição do ser humano, e muitas neuroses e problemas emocionais estão relacionados com uma visão deturpada e doentia sobre a sexualidade.

É claro que nem todos concordam com Freud, mas suas reflexões trouxeram novas perspectivas para a compreensão do ser humano.
Foi uma tentativa de chamar a atenção das pessoas para si mesmas, para suas necessidades, inclusive sexuais.

No filme Além da Alma, podemos perceber como certas informações e vivências podem gerar bloqueios; às vezes tão sérios que chegam a afetar a saúde física das pessoas.






A família pode contribuir com uma forma harmoniosa no crescimento das pessoas quando está aberta ao diálogo e encara a sexualidade como algo inerente ao ser humano.

Já comentei aqui no blog dos problemas que vivi para construir de forma segura a minha sexualidade porque minha mãe não estava preparada para lidar com este assunto.

Ignorar esta questão ou fazer de conta que as crianças não tem dúvidas e preocupações quanto a sexualidade faz com que os filhos cresçam inseguros e confusos, o que abre caminho para muitos males, inclusive a pedofilia.

Se não sabemos como abordar certos assuntos, podemos conversar com os médicos, psicólogos, professores e pessoas que sejam sensatas e então, começaremos a entender que falar de sexo, de homossexualidade e opções sexuais não é nenhum bicho de 7 cabeças.

As crianças gostam de conversar com quem as escute e demonstram interesse nelas.

O que acha disso?


Você orienta seus filhos sobre as questões sexuais?

Ou prefere que outras pessoas o façam?


Compartilhe sua opinião e suas experiências.

 

14 comentários:

  1. Lili, este tema é maravilhoso!!
    Eu fui criada com muita liberdade de expressão. E em casa o tema era natural. Nunca houve qualquer tabu. O assunto fazia parte do cotidiano. Não havia formalidades para falar no tema. Acho que isso foi ótimo. Quero seguir uma linha semelhante com o Bê. Sei que minha família é uma exceção no assunto. E estou com vontade de falar neste tema também. Por que muitas coisas tem acontecido e esbarram na sexualidade, no lidar com ela. E o assunto é ótimo, sem dúvidas!
    Excelente!
    Beijos querida.

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  2. Oi Tati...
    que alegria receber você.
    que bom que você teve esta incrivel oportunidade de crescer com informações adequadas sobre sexualidade.
    muito bom mesmo.
    beijinho meu bem.
    ah, e não esquece do meu reizinho heim.rs

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  3. Oi, Lili!
    Muito bacana você colocar este tema em pauta, pois vejo ainda muita intolerância e ignorância sobre o assunto.
    Acho que cada um escolhe ser o que quiser e é muito importante se assumir, principalmente se isto o faz infeliz, pelo menos ficará feliz com seu próprio ato.
    um beijinho carioca

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  4. Liliane, por mais que a sociedade tenha evoluído nessa questão da informação sobre sexualidade,percebemos que é preciso melhorar muito ainda. Em muitas famílias esse assunto não é tratado com naturalidade e sabemos o quanto é importante dialogar abertamente. A opção sexual deve ser livre e harmoniosa, sem conflitos ou empecilhos.

    Beijos

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  5. Um tema ainda muito evitado no Brasil, não? Por aqui isso é tudo tão natural, que ninguem ta nem aí para o que falam a respeito. Engraçado, né? Tudo é relativo.

    Beijos

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  6. Olá, Liliane!
    Relamente este é um tema delicado, que envolve muitos conceitos e preconceitos. Mas concordo com você: informação é essencial, sem informação, ficamos sem solução!
    Bjs!
    Rike.

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  7. Então Beth...
    infelizmente, percebo que as pessoas não são livres para serem quem querem ser.

    Quantos homens e mulheres frutrados por aí.
    Como você disse: ignorancia e intolerancia.

    Isso só traz tristeza em nossas famílias.
    Um beijo de Minas procê

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  8. Oi Liliane

    Eu fui criada sem nenhuma orientação sexual. Para meus pais era um tabu e nem se tocava no assunto. Minha mãe então, nunca nem tocou em assunto nenhum, inclusive sobre virgindade e menstruação. Por sorte tive amigas mais velhas e uma tia maravilhosa que sempre conversavam comigo.
    Com meus filhos já fiz totalmente diferente. Sexo em casa foi tema desde que eles eram pequenos e bem explicado quando ficaram com idade suficiente para entender.
    Com ajuda de livros e figuras aos 8 anos já ensinava a cada um as diferenças, o que era e porque uma mulher menstrua.
    E assim, sem sensuras, sem preconceito e como um assunto natural eles foram ensinados e orientados.
    E é assim que quero que meus netos tenham também a orientação em casa, para que não precisem matar as curiosidades na rua.
    O tema é excelente.

    Bjs no coração!

    Nilce

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  9. Néia
    muito bem colocado o seu comentário.

    Realmente, em comparação com outras épocas, o tema sexualidade tem sido muito mais explorado.

    Mas, precisamos ainda avançar na busca de um verdadeiro diálogo, especialmente na família, não é?

    Também acho que a opção sexual deve ser livre e harmoniosa, mas o que percebemos é que as pessoas precisam muitas vezes, se esconder por causa do preconceito que existe na sociedade.

    Um abraço Néia.

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  10. Iram
    que interessante....

    fica muito claro então que a sexualidade esbarra mesmo em questões culturais, né.
    beijos meu bem.

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  11. Rike,
    gostei disso: sem informação ficamos sem solução.

    realmente, a informação faz muita diferença.
    abração.

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  12. Nilce, vivi algo muito parecido com você.

    só que ainda por cima, tive uma informação distorcida da realidade, o que me causou muita confusão.
    Mas eu penso que podemos modificar este quadro, a partir da nossa familia, dos nossos filhos.

    Que bom que vc conseguiu educar seus meninos de forma atenciosa e responsável.
    Nilce, um abraço para você.

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  13. Atualmente as crianças são bastante estimuladas sexualmente, o que foge um pouco do controle dos pais, porque é humanamente impossível estar o dia todo ao lado das crianças; por isso a necessidade de se falar mais sobre o assunto. Antigamente as pessoas escondiam suas curiosidades ou conversavam com amigos - com os pais era muito complicado - acho que até por isso, hoje em dia os homossexuais estão assumindo mais a sua identidade.
    Não tive problemas em casa, minha mãe era bastante acessível e meus irmãos também!
    Percebo que as mulheres aceitam melhor a homossexualidade do que os homens. Ainda impera em nossa sociedade o estereotipo machista entre homens e mulheres. Algo como: Filho meu, não!
    Boa semana! Beijus,

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  14. Luma... você me faz lembrar que nós mulheres de certa forma contribuimos com o machismo e uma visão deturpada da sexualidade, afinal...
    Quem fica mais tempo com as crianças?
    Quem está nas salas de aula na primeira infancia? As mulheres....
    Tem muita coisa pra mudar, né.
    E seria muito bom que nós mulheres pudéssemos refletir mais sobre a nossa importancia na formação das crianças.
    Beijos Luma

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