Odeio minha vida...
odeio minha casa
odeio minha mãe.
Não aguento mais apanhar.
Por qualquer coisa ela me bate.
me bate de cinta
me bate de chinelo
me bate de vassoura
Diz que faz isso porque me ama!
Mentirosa!
Não ama nada.
Se me amasse, conversava mais comigo
Se me amasse, não falaria mal de mim pras vizinhas,
não me bateria perto dos meus primos,
não me forçava a ir na igreja pro pastor orar na minha cabeça
e dizer que eu tenho que respeitá-la.
Que respeito?
eu nem sei o que é isso.
Nunca ninguém me respeitou.
queria mesmo é nunca ter nascido.
Diante deste desabafo, como ficará nossa postura com nossos pequenos?
As crianças são seres frágeis, física e emocionalmente.
Dependem de adultos equilibrados e amorosos para crescer de forma saudável.
Muitas vezes, precisam só de um colo e de um carinho para sentirem-se amadas.
Às vezes, uma pipoca com guaraná é o suficiente para ficarem contentes.
Pensemos bem antes de tomar uma atitude desequilibrada e desnecessária.
A surra e a palmada muitas vezes é usada para liberar a raiva que o adulto sente.
Criança não é depósito de emoções estragadas.

Liliane, sem dúvida que carinho e atenção suprem qualquer necessidade da criança.
ResponderExcluirMas nunca fui contra uma palmadinha.
Concordo com o que anda sendo dito por aí: melhor apanhar em casa do que apanhar na prisão.
Claro que não estou falando de surra. Mas nunca uma palmada traumatizou ninguém.
Bj
Sensacional Liliane.
ResponderExcluirE a covardia se mostra quando um adulto avança numa criaça que nem força tem para se defender.
A criança aprende pelo exemplo. Se é respeitado, aprende a respeitar.
Bjs no coração!
Nilce
Liliane minha querida, para que as dores do passado não persistam em estragar o presente, o melhor é pensar sempre naqueles que precisam de você HOJE! os que estão ao seu lado te querem inteira, mesmo que as cicatrizes existam, não faça delas a marca maior no seu coração. A alegria e o amor poderão preencher todo o vazio deixado, toda carência escondida, viver o AGORA é fundamental, mesmo com algumas lembranças doloridas. Alegre-se por aqueles que te querem bem, essa é a minha receita da felicidade.
ResponderExcluirUm beijo
Néia
Olá, Liliane!
ResponderExcluirO problema é que muitas das vezes queremos descontar nas crianças os nossos problemas, talvez por conta da sua fragilidade, fica "mais fácil".
Bjs!
Rike.
Para educar, é necessário reprimir. Tem de se saber dizer não na hora certa e explicar porquê. E nós sabemos que algumas vezes o castigo é necessário como sinal de que houve uma infracção. Mas o caso que apresentas, embora não sabendo todos os fundamentos, parece-me um daqueles casos em que os pais é que precisam de aprender e levar castigo também. Há pessoas magoadas e traumatizadas com a vida, desambientadas e mal amadas, que nunca serão capazes de amar e compreender uma criança. Serão uma excepção? Quero acreditar que sim, mas deixam marcas profundas nos filhos. Muitas vezes valem a estas crianças os seus professores que as ouvem, as afagam e as compreendem. Que as ensinam e orientam nesse turbilhão que é a violência no seio da própria família. Passaram-me pelas mãos muitos casos destes e nós pouco podíamos fazer. Hoje, em Portugal já há legislação para as proteger e defender os seus Direitos.
ResponderExcluirBjs. Bombom
^Sou contra aviolência para educar.
ResponderExcluirAcho este pensamento de que "apanhar nunca matou ninguém", simplista e antiquado.
Se nem em bicho se bate pra ensinar algo....
Já foi normal bater em mulher, já foi normal bater em negros, um dia quem sabe a sociedade evolui e deixe de bater nas suas crianças.
Lúcia
ResponderExcluircarinho e atenção.
duas excelentes formas de educar uma criança. sem dizer que crianças que recebem amor e atenção, estão menos propensas a serem bagunceiras, porque sabem o tanto que elas são importantes, não é?
"quanto apanhar na prisão, é terrivel"
beijos.
Nilce
ResponderExcluirgrande verdade esta que você traz:a criança aprende pelo exemplo.
já é tempo de compreendermos que a criança não é um indivíduo menor, sem valor na sociedade.
tem seus direitos enquanto pessoa.
bjs
Néia
ResponderExcluirvocê tem toda razão, toda...
muito obrigada viu?!
beijos
Rike,
ResponderExcluiré isso mesmo.
caso contrário, por que não arrumaríamos confusão com um homem enorme?
chega a ser covardia, né
beijos.
Oi, Liliane. Depois de criar duas filhas e ver tanta coisa, avalio que a gente tem uma tendência a querer reproduzir um tanto da educação que recebemos com nossos filhos, por julgarmos a nós mesmos com bem criados. Isso pode ser bom e ruim. É preciso ter discernimento e separar o que foi útil, proveitoso, e o que deixou traumas e sequelas que acabamos repassando às gerações seguintes. Acho que o amadurecimento e a evolução se dão exatamente quando temos esta capacidade dissociativa. Muito boa a reflexão contida no seu texto. Meu abraço. paz e bem.
ResponderExcluirNeyva Daniella
ResponderExcluirbom demais tê-la por aqui
parece que nossa sociedade está muito acostumada com a violência.
bate-se em tudo e em todos.
seu comentário me fez pensar ainda mais nesse assunto.
beijos
agradeço sua visita, viu?!
Grande Cacá
ResponderExcluiré realmente necessário passar numa peneira o que recebemos.
deixar apenas o que foi bom e eficaz.
e olha que ainda assim, vamos cometer muitos erros, né
abraços
Tia Fátima
ResponderExcluirgostei: parece que tem alguns pais que precisam de castigo.
verdade!
vejo tanta barbaridade acontecendo que já admito a possibilidade de se testar quem pode ser pai/mãe.
é preciso mesmo reprimir certos pais que se acham tão perfeitos.
encaminhá-los pra alguma ajuda psicológica se for o caso.
obrigada querida pelo comentário.
beijinho
Alexandre,
ResponderExcluirpior que é exatamente isso que acontece.
fico triste porque além da violencia no momento machucar muito, as consequências permanecem por muito mais tempo. As vezes por uma vida, né
abração pra você.
nice post. thanks.
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