Não gosto de comentar essa história.
Minha mãe não trabalhava.
Só ficava em casa, ía no shopping, na academia e falava no celular.
Era desligada.
O meu pai não parava em casa e dizia que a gente não podia dar trabalho porque a mamãe não podia ficar cansada.
Era sempre assim.
Em casa, ninguém brincava com a gente.
Em casa, ninguém brincava com a gente.
Mas eu lembro de tudo o que aconteceu naquele dia.
Foi quando a Vivi ficou com virose e aí pra não dar trabalho pra minha mãe, não fomos na escola.
O celular não parava de tocar e minha mãe falava bem baixinho
Mandou a Judite arrumar um lanche pra gente e avisou que ela ía sair e que voltava rápido.
Eu vi quando ela saiu.
Sem ela perceber, fui escondida pra janela e vi um moço chegar de moto.
Achei que era alguém da academia, sei lá.
A minha mãe olhava de um lado pra o outro.
O moço entregou uma sacola pra minha mãe e ela entregou um envelope.
Eles pareciam bem nervosos.
Vi quando o celular tocou e quando a moto saiu.
Fui para o jardim e fiquei quieta pra tentar entender o que estava acontecendo.
Foi aí que ouvi minha mãe falar com o meu pai e dizer que deu tudo certo.
Que o pacote estava com ela e que o futuro estava garantido.
E que era bobagem ele se preocupar, porque ninguém ia desconfiar de nada.
E disse rindo "Eu sou uma mãe de família"
Nisso chegou uns carros, tinha polícia e outras pessoas que eu não conhecia.
Eu vi quando o celular caiu no chão e quando ela começou a gritar.
De repente, escutei o policial falar que ela estava presa e
ela dizia pra eles pararem que ela era mãe de família.
Fiquei assustada e corri no portão, mas o carro já estava saindo muito rápido.
Daquele dia em diante, ficamos sem ninguém.
Eu e minha irmã ficamos na escola o dia inteiro e só chegávamos em casa quase de noite.
O tempo passou e foi tudo muito difícil.
Sofremos muito mas hoje eu aprendi uma lição:
As drogas levam tudo embora!
Leia mais um pouquinho!

Eu sou "de menor" mas entendo bem estas simbólicas faces do engodo quando se envereda por um caminho (sem volta) da marginalidade. Lindo o seu conto, Liliane. pedagógico e muito emocionante. Abraços. Paz e bem.
ResponderExcluirAs drogas são realmente uma droga!!1 Texto forte e belo alerta!beijos,chica
ResponderExcluirOi, Liliane, passando pra te dar um abraço. Estive meio atarefada nos últimos dias e não deu pra visitar as amigas. Estou fazendo isto agora. Respondi seu coment lá, ok?
ResponderExcluirQuanto à droga, é mesmo uma droga, destrói seres humanos e lares.
Besitos, querida!
História triste.
ResponderExcluirMãe é mãe, independentemente das escolhas que ela faz na vida. Ela era viciada, mas era mãe.
Beijos, Liliane, e ótia semana.
Oi, Liliane!
ResponderExcluirSeu texto está muito contundente e servirá para reflexão de muitas pessoas.
Coisa mais triste isso que estamos presenciando nestes últimos anos, principalmente aqui no Brasil!
um grande abraço carioca
Querido Alexandre
ResponderExcluirInfelizmente, esse conto fictício nos faz lembrar de tantas familias que foram destruídas por causa das drogas.
Uma pena!
Uma ótima semana pra você, viu?
Grande Cacá
ResponderExcluirO caminho da marginalidade muitas vezes não dá chance para a pessoa voltar a viver com tranquilidade.
Infelizmente...
Um abraço. Paz pra você.
Amada Chica
ResponderExcluirConcordo com você!
As drogas são uma droga!
É preciso sempre alertar as pessoas desse grande problema social.
beijinho.
Querida Sônia
ResponderExcluirJá recebi meu abraço aqui.
E as drogas só serve para destruir o que temos de melhor- nossos lares.
Besitos pra você também
Valdeir
ResponderExcluirquerido amigo
Mãe é mãe, independente das escolhas que faz na vida.
Forte esta frase!
gostei
abraços
Beth, minha florzinha carioca
ResponderExcluirEspero que este texto contribua para a nossa reflexão.
Neste país tão rico, uma das suas grandes misérias são as milhares de pessoas que vivem excluídas por causa das drogas.
beijinho
Amiga, que história triste, mas tão real que dói em ler. Ontem vi um programa sobre drogas e ]percebi quantas famílias destruídas por isso. Acho esse o grande mal de nossa geração. Bjs
ResponderExcluirOi Liliane, nossa! Texto de arrepiar. O olhar da criança para uma história tão sórdida. E não são só as drogas, é a falta de carinho com as filhas, sem ter quem lhes dê carinho e atenção. Pais individualistas, egoístas, autocentrados. Tudo triste, pena que existem tantas histórias assim...
ResponderExcluirBeijos.
E qtas famílias as drogas já destruiram não é mesmo?
ResponderExcluirUma triste, dura e cruel realidade.
Obrigada pela sua companhia.
beijooo.
Realmente é triste e doloroso quando as drogas chegam a esse ponto.
ResponderExcluirO melhor é nunca chegar nem perto.
Costumo citar sempre aqui em casa o que as drogas podem causar e por coincidência quando eu terminava de ler esse, meu filho mais velho foi chegando e li pra ele.
Ele fica pensativo e vai fazendo as perguntas.
Xerosss
Giovanna
ResponderExcluirconcordo com você
esse problema é um mal que só deixam registros tristes, não é mesmo?
beijos
Tati
ResponderExcluirvocê imagina isso tudo na realidade
pais egoístas e individualistas, só pensando em viver a vida loucamente e as crianças...
um beijinho no filhote, tá
beijo querida
Ana
ResponderExcluirnem tenho ideia de quantas pessoas e famílias já foram destruidas por aí.
grata pela visita
beijinho
Ana Karla
ResponderExcluirum beijo nos meninos
certamente com droga nem devemos chegar por perto
todo mundo perde com isso
Liliane
ResponderExcluirMuito pontual esse texto.Muitas crianças vêm seu mundo desmoronar de repente, sem saber por que.A droga é uma arma letal, que sai metralhando que está por perto, sem dó nem piedade. Que Deus nos proteja!um abraço.Fique com Ele.