Olá!
Dizem que pimenta nos olhos dos outros é refresco.
Será???
O bullying existe e é algo muito sério pois vivi um pouco desta dificuldade em minha casa, com um dos meus filhos.
É uma sensação bem angustiante para a vítima e que traz muita insegurança na família.
Partilho algumas medidas que tomamos e que deram resultados positivos.
1) Estar sempre aberto ao diálogo:
Quando conversamos abertamente com as crianças, sobre qualquer assunto, elas passam a confiar mais nos adultos que a cercam e ficam mais tranquilas para contar o que sentem e como percebem o ambiente que frequentam.
O diálogo é uma ferramenta importante para a boa convivência em família pois é assim que conhecemos os nossos filhos e ficamos sabendo o que acontece dentro e fora de casa.
Mostrar para os filhos que estamos interessados no que eles tem pra nos dizer e sempre tratá-lo com respeito.
Foi conversando tranquilamente com meus filhos é que pude saber que ele estava sendo ameaçado na escola.
Se as crianças não puderem conversar com os pais, com quem irão?
2) Sempre que possível, estar presente na escola:
Levar e buscar os filhos acaba facilitando a percepção das coisas.
Com quem a criança conversa, quem são os seus amigos e como é o comportamento dele com os colegas e funcionários da escola?
O que acontece na entrada e na saída da escola pode mostrar como estão as coisas quando não estamos presentes.
Conferir com a professora como é o comportamento da criança na sala de aula ajuda a prevenir e corrigir os problemas.
Se não for possível estar presente, procure por outro pai ou mãe conhecidos e peça ajuda para darem uma olhadinha no seu filho.
Devemos e podemos fazer contatos com outros pais (especialmente se nossos filhos forem amigos).
Uma atitude simples como esta pode nos deixar mais seguros.
3) Levar ao conhecimento da escola os problemas que a criança está passando:
A direção da escola precisa estar ciente do que acontece com o aluno (dentro ou fora da escola) para poder ajudar e orientar.
Sempre que tiver uma dúvida, vá à escola, converse com o diretor, procure saber quem são os responsáveis pelo recreio, fale com a professora.
Faça perguntas e mostre-se interessado em contribuir para que a escola seja boa para o seu filho e para os colegas dele.
4) Agir com calma
Embora fiquemos ansiosos com as dificuldades que nossos filhos passam é importante lembrar que não poderemos viver por eles.
Agir com calma e discernimento ajuda a encontrar soluções práticas para todo mundo.
Procure ouvir todos os lados da história antes de tomar alguma atitude.
Abaixo, algumas informações que podem ser úteis para você.
Ainda pouco estudado no Brasil o fenômeno bullying começa a ganhar espaço nos estudos desenvolvidos por pedagogos e psicólogos ligados às instituições de ensino, a partir de meados da década de 1990.
Brincadeiras de mau gosto, gozações, rixas e brigas escolares sempre existiram.
Entretanto, para tudo existem limites.
Ações e comportamentos excessivos de crianças e adolescentes no ambiente escolar, ainda ignorados ou tratados como “normais” por pais e professores, tornou-se um grande problema do século XXI.
O bullying, palavra derivada do verbo inglês bully (termo utilizado para designar pessoa cruel, intimidadora, muitas vezes agressiva), significa usar a superioridade física ou moral para intimidar alguém.
O termo, adotado em vários países, vem definir todo tipo de comportamento agressivo, intencional e repetido inerente às relações interpessoais.
Ofender, zoar, gozar, encarnar, sacanear, humilhar, discriminar, excluir, isolar, ignorar, intimidar, perseguir, assediar, aterrorizar, amedrontar, tiranizar, dominar, bater, chutar, empurrar, ferir, roubar e quebrar pertences são comportamentos típicos do fenômeno.
A adoção universal do termo bullying se deu em razão da dificuldade em traduzi-lo para diversas línguas. Durante a realização da Conferência Internacional Online School Bullying and Violence, ocorrida em 2005,
ficou caracterizado que o amplo conceito dado à palavra dificulta a identificação de um termo nativo correspondente em países como Alemanha, França, Espanha, Portugal, Brasil, e muitos outros.
Este texto foi tirado DAQUI

Olá Liliane,
ResponderExcluirInfelizmente o bullying é uma palavra nova para um mal antigo, e que vem se tornando cada vez mais comum.
No passado as crianças "zoavam" as outras, ocorriam brigas, etc. Mas em poucas horas elas já estavam de bem, brincando novamente. Atualmente, as atitudes ruins têm se tornado cada vez mais fortes - "crianças" levando armas para o colégio, brigas com mortes, etc. Eu te parabenizo por estar tão perto do seu filho, sem dúvida essa atitude contribuirá para que ele tenha um ótimo desenvolvimento, e se afaste de atitudes ruins como o bullying.
Grande abraço.
As crianças carregam o rancor de casa para a escola. Tudo começa no seio da família. Famílias inteiras tem que ser tratadas e o bullie tem que ser direcionado para atividades que elevem sua auto estima.
ResponderExcluir... Mas fico com a pureza das respostas das crianças... bom dia!!
Querida Alma...
ResponderExcluirAgradeço pela oportunidade de fazer parte da sua vida e dos seus amigos.
Tenha certeza que eu fui a mais presenteada com sua amizade.
Grande beijo
Liliane,
ResponderExcluirÉ bom retomar o tema constantemente. A responsabilidade para a prevenção e combate é da escola e da família, como você bem apontou no texto.
Felizmente, hoje éstá havendo um maior destaque para essa questão que aflige tantas crianças e adolescentes. Eu já senti na pele o que é isso.
Abração, Liliane, e ótima semana.
Iúri,
ResponderExcluirVocê me faz lembrar de um versinho que eu e minhas primas falavam quando brigávamos.
"Tá de mal, como sal, na panela de mingau, deixa um pouco pro natal, se sobrar não faz mal"
Era assim mesmo.
Brigava e depois já estava tudo bem.
A briga ajudava a crescer.
Hoje as brigam podem ter consequências mais sérias, até a morte.
Tento apesar das dificuldades, estar sempre por perto dos meus meninos, afinal este tempo passa muito rápido.
Agradeço o carinho e o "parabéns" rsrs.
É uma forma de "ser" mais presente na vida dos meus filhos.
Um abraço Iúri.
Bom ter você aqui.
Luma, minha doce flor.
ResponderExcluiré bom demais ler suas palavras e aprender com você.
certamente a família precisa urgente de cuidados.
Na família aprendemos a ser gente.
Todos são importantes neste grupo.
Como meu marido diz: "somos um time".
"eu fico com a pureza da resposta das crianças"
Seria fantásticos se as crianças pudessem ser crianças de verdade, né?
Grande abraço Luma. Até mais
Valdeir, meu amigo..
ResponderExcluirÉ tão importante sua presença por aqui.
Prevenção e combate: duas palavras que nos ajudam a direcionar nossas atitudes para ajudar as crianças e adolescentes.
Também acredito que família e escola precisam caminhar em sintonia.
Quando isto acontece todos são beneficiados.
Você Valdeir, como professor conhece bem esta realidade, né?!
Bom, os seus alunos devem gostar de ter um professor interessado e ativo como você.
Abraço grande.
Olá Liliane, fiquei feliz com sua visita ao Misturação e cá estou apreciando seu belo blog.
ResponderExcluirQuanto ao Bullying, eu venho batendo nessa tecla há +- dois anos e sei que tenho prosperado.
Sou agora estudante de pedagogia, estou me formando em Junho do próximo ano e já resolvi fazer meu TCC nesse tema, por estar sempre querendo acabar com esse mal.
Lamento mesmo por você ter passado por isso com seu filho, mas espero que este já tenha superado, pois sabemos que as marcas ficam para sempre.
Tenho vários posts falando de Bullying, inclusive uma postagem coletiva que fizemos no primeiro semestre desse ano.
Xeros