Déficit de Atenção e a Droga da Obediência...
Este tema sempre ganha destaque na mídia causando polêmica, principalmente porque algumas pessoas, inclusive médicos, referem-se a um dos medicamentos utilizados no tratamento do transtorno como sendo a "droga da obediência".
Chamar a ritalina de "droga da obediência" e dizer que os pais querem DOMAR os filhos rebeldes com este remédio é no mínimo, desrespeitoso com os que padecem deste mal, sem dizer da confusão que provoca naqueles que não possuem informações precisas sobre o problema.
Será que todos os pais que procuram ajuda médica especializada querem apenas domesticar os filhos de uma forma mais fácil, em pílulas?
E se isto for verdade, onde entra a responsabilidade dos médicos que prescrevem tal medicamento?
O fato é que o TDAH é um problema de saúde sério que afeta crianças e adultos e traz prejuízos graves na escola e na interação social.
Não se trata de querer domar uma criança birrenta porque criança que faz birra não age assim o tempo todo.Normalmente ela faz birra por causa de alguma coisa e quando encontra pais que são firmes, a tendência é que a manha cesse.
Já nas crianças hiperativas, impulsivas e desatentas o comportamento inadequado vai além de uma simples falta de pulso dos pais.
Muitas vezes, os pais percebem esta diferença nos filhos quando os trata de maneira igual, sem privilégios.
A criança portadora de TDAH, simplesmente não consegue, por si só, modificar o comportamento, mesmo com a presença atuante dos pais.
Neste caso, é necessário uma criteriosa avaliação feita por um equipe de profissionais (psicóloga, psicopedagoga, fonoaudióloga, psiquiatra ou neuropediatra) para chegar a existência ou não do transtorno.
Não é um diagnóstico fácil, de forma alguma. Especialmente aqui no Brasil que saúde e educação não caminham de forma integrada.
Falo disso com experiência: foram anos para que meu filho conseguisse um atendimento com uma equipe de especialistas, porque não tive e não tenho recursos financeiros para custear nem a investigação do problema.
É um assunto polêmico, gerador de muita discussão, mas não podemos misturar as coisas.
É fato que existem médicos desatentos e irresponsáveis e é fato que existem famílias que desconhecem o perigo de medicar uma criança sem a real necessidade. Entretanto, não podemos por tudo num saco só.
O uso de remédios controlados requer muito cuidado e rigoroso acompanhamento médico e esta situação traz apreensão nos pais e na criança, o que é compreensível.
Mas precisamos compreender que o tratamento do TDAH é eficaz e seguro, quando feito de forma criteriosa e traz muita qualidade de vida para as pessoas.
E sobre a droga da obediência, convém lembrar que no mercado existem muitas promessas, muitas drogas. A droga da alegria, a droga do peso ideal, a droga da beleza, a droga da virilidade e tantas outras que muitas vezes são utilizadas de forma irresponsável também.
Será que as drogas só trazem coisas ruins?
Quando você sente dor não costuma buscar ajuda e alívio das drogas? (a dipirona causou um reboliço também)
Não seria uma tremenda hipocrisia rotular os portadores de TDAH de drogados só porque eles são diferentes da maioria "normal"?
A Rute, do Blog Publicar para Partilhar fez uma belíssima explanação sobre o TDAH, o que gerou uma sequência de excelentes comentários.
É necessário compreender a Infância e Entender a Hiperatividade e DDA.
Diante disso, fica a pergunta: o que fazer com as pessoas que sofrem os efeitos do TDAH?
Qual é o melhor caminho?
Medicar ou deixar que a pessoa caminhe do jeito que der?

Gostei do comentário....esse negócio de "droga da obediência" realmente só é usado por quem desconhece o assunto. Nós, pais de TDAH, apenas queremos dar uma qualidade de vida melhor pros nossos filhos e se a medicação ajuda nisso, não vou ser omissa e privar meu filho do tratamento. Abraços!
ResponderExcluirSimone,
Excluirconhecendo seu empenho para que as crianças, portadores de TDAH tenham melhores condições de vida, reconheço a importância deste tema.
Droga da obediência é um jeito disfarçado de puro preconceito, né.
abraço.
Lili, como disse, esse assunto é polêmico e bem sabemos que a medicação para esse caso é de suma importância quando existe um diagnóstico sério.
ResponderExcluirSe essa "droga" pode ajudar, por que não tomá-la?
Penso que o problema maior é a dependência. O profissional tem que ter atitude de retirar o remédio no momento certo, sem causar danos.
Ótimo post!
Xeros
Ana...
Excluirvocê está coberta de razão quando diz que o assunto é polêmico.
É polêmico porque existem muitas divergências, muitas linhas de tratamento deste problema.
Quanto a dependência... è preciso verificar junto com o médico o que são as especificidades de cada medicamento e até onde existe a possibilidade de dependência.
No caso da Ritalina, por exemplo, se houvesse dependência, os usuários não esqueceriam de tomá-la né.
bjs.
Olá, querida Liliane
ResponderExcluirTrabalhei com crianças assim no início da carreira e tive um que nunca me esqueci... por ser diferente fez a diferença...
Deus te cubra de todas as bênçãos que vc necessite e te faça sentir a felicidade!!!
Bjs festivos e gratos de paz
Rosélia
Excluirestas crianças "diferentes" sempre nos deixam marcas, né.
Agradeço a presença.
bjs.
Oi Liliane,
ResponderExcluirde fato, é um assunto polémico e complexo. A meu ver, o problema é o erro de diagnóstico. Pois há crianças que precisam mesmo.
De qualquer forma, antes de se medicar a criança convém dar atenção à alimentação, pois tudo o que é açúcares ou que se transformem em açúcares como os amidos presentes no pão, nas massas, dão energia, aceleram. Veja este link que encontrei: Instituto Paulista de Defice Atenção »» Alimentação.
Outra coisa que percebi é que o ritmo dos pais influência muito a criança. Nós pais, por vezes, levamos uma vida muito acelerada, de corre-corre a toda a hora. Isso vai acumulando ansiedade em nós. Ansiedade essa que transmitimos à criança sempre que apressamos nossos filhos para se despacharem.
Muito bom você ter trazido este tema de novo à atualidade.
Beijinhos.
Rute
Rute, você tocou em um ponto muito importante: o erro de diagnóstico.
ExcluirO diagnóstico correto leva tempo, custa dinheiro e nem sempre encontramos profissionais competentes pra fazê-lo.
Sobre o ritmo dos pais influenciar as crianças é uma grande realidade. Pais ansiosos geram filhos ansiosos e pais desatentos, também.
Falo por experiência própria...
agradeço sua presença, querida.
bjs.
Liliane querida obrigada pela visita em meu blog..tava com saudades....Eu acho esse assunto um tanto polemico,porque o diagnóstico terá que ser feito de uma maneira muito correta. pois muitas vezes não é o caso e a criança precisa somente de atenção,amor,limite,educação,atividade...
ResponderExcluirMas com certeza muitas outras precisam de tratamento medico ao se tratar desse disturbio de TDAH...beijos e bom domingo
titi
oi Titi.
ExcluirMais um ótimo ponto de vista.
Lembro de uma moça que insistia que o filhinho dela era hiperativo.
Conclusão da história: a mãe era totalmente desestruturada e precisava de um diagnóstico desses para justificar o pedido de pensão ao pai do menino.
Quanto ao colocar limites é muito importante. Toda criança precisa de limite, tendo ou não tdah.
bom domingo Titi.beijos.
Bem interessante mesmo meu sobrinho sempre foi mau aluno até que descobriram que tinha deficit de atenção com ajuda de especialista ele melhorou muito.
ResponderExcluiroi Patrícia.
ExcluirQue bom que você trouxe este depoimento.
Muitas crianças são rotuladas de péssimos alunos quando o problema é outro.
Agradeço muito sua presença.
bjs.
Olá!
ResponderExcluirEste assunto é realmente de grande importância. Quem de nós não tem na família ou conhece alguém que tem em sua família, tal problemas. É sempre bom conhecermos bastante do assunto, e cada um deve sentir qual o melhor caminho. Mas minha opinião é que jamais devemos nos acomodar e deixar as coisas como estão, sempre com acompanhamento, médico e familiar. Vanho lá da Rosélia, linda frase, parabéns pela participação. Bjs e um ótimo fds. Ieda.
Ieda
ExcluirAcomodar e deixar a situação correr frouxa, esperando que o tempo conserte as coisas, não faz bem, não é prático e não traz resultados positivos.
Precisamos enfrentar a situação, junto com a criança/adolescente, procurando deixá-lo ciente do que está acontecendo com ele.
Muito diálogo, muita paciência e informação.
Grande abraço pra você e agradeço muito sua presença e seu comentário.
bjs.
Não conhecia essa doença.
ResponderExcluirO que não me espanto apesar disso, é que no Brasil realmente tudo é muito complicado.
Na verdade, vejo que aqui mesmo, no Japão, nem sempre os médicos se interessam muito, principalmente com doenças "incomuns".
Desejo que consiga resolver esse problema logo.
Abraxos
oi querida
ExcluirO fato é que todo mundo que é diferente da maioria acaba sendo colocado de lado, né.
bjs.
grata pela presença.
Oi Liliane!
ResponderExcluirEu tenho uma opionião sobre isto.. talves esta falta de atenção seja pelos dons pessoais da criança, infelizmente, nossa escola ultrapassada, não respeita as aptidões de cada um... mas um dia entenderão!
Olha... sobre seu comentário no meu blog.. eu agradeço e vou te dar um toque srrs
A morte é conselheira e nos ensina.. ela nos ensina inicialmente a dar valor em cada minuto e atitude...
eu tbm temia a morte... hoje... eu a entendo como Transformação! Não tenha medo dela, ela é uma renovadora da vida ;)
Bejus pra uma linda semana!
William
Oi William
Excluirque ponto de vista interessante....
Nosso sistema de ensino é totalmente ultrapassado e procura o tempo todo engessar as pessoas, fazendo-as perder a identidade.
Com isso, os dons e aptidões das crianças ficam soterrados no meio de tanta teoria educacional, cartilhas e obrigações escolares.
Agradeço a carinhosa visita.
Lil querida! Sempre abordando temas tão importantes! Como vc deve saber o meu fofo, qdo criança era hiperativo e foi diagnosticado como autista, mas em um grau mais leve.... Eu também não possuo recursos para oferecer o que ele merece e sempre mereceu.... Faço o que posso, mas o que mais me preocupa e qdo começo a pensar.... e qdo eu morrer?.... Dói né.... Obrigada pelo carinho.... Uma iluminada semana!
ResponderExcluirAbraço carinhoso!
Elaine Averbuch Neves
http://elaine-dedentroprafora.blogspot.com.br/
Lili, como já falei antes, meu filho toma a medicação e foi um divisor de águas. Afinal, como uma pessoa pode perceber o mundo, adquirir experiência, se não consegue prestar atenção? Se não observa o que o rodeia no dia a dia? Não visamos a "obediência", mas sim a otimização da concentração e atenção,para que ele possa ter as mesmas chances escolares que os ditos"nomais" tem.nisso a medicação ajuda muito!Agora, limites, toda criança quer e precisa dele, TDAH ou não!
ResponderExcluirBeijos
Liliane, vc coloca uma palavra essencial para responder à sua pergunta: responsabilidade. E cabe aos pais estarem atentos aos problemas dos filhos e tentar ajudá-los da melhor maneira possível. Se for necessário medicar, pq não fazê-lo? Devemos focar o bem estar da criança. Muita paz!
ResponderExcluirO fato é aqui no Brasil o TDAH é tratado como doença ou como falta de limites por parte dos pais. É realmente muito dificil quando não se pode pagar encontrar profissionais que saibam lidar com isso.
ResponderExcluirPassei por essa situação, tive que deixar meu emprego pra ficar me casa com meu filho, e durante mais de 2 anos buscamos atendimento de todas as maneiras para ele, chegando até mesmo a abrir ação judicial para fazer com que o governo cumprisse seu papel de dar atendimento médico. Era um verdadeiro calvário, por um lado procurando atendimento e por outro a escola nos pressionando, chegando a insinuar coisas que me irritavam profundamente, e por fim optamos por mudá-lo de escola (e ainda bem que nessa nova escola encontramos profissionais mais capacitados).
Hoje a situação do meu filho é tranquila, ele usa Ritalina antes de ir a escola, já que em casa ele não dá trabalho. Mas outro dia eu estava na manicure e ouvi uma pessoa me dizer que Ritalina pode futuramente fazer do meu filho um viciado em drogas, e mais um monte de lorotas. Pra mim entrou por um ouvido e saiu pelo outro, até porque nos piores momentos, quando precisamos ninguém nos estendeu a mão, então agora eu simplesmente ignoro comentários desse tipo.
Pode até ser que nem todas as crianças que usem a Ritalina precisem, mas ai generalizar não dá né.
Ótimo post, gostei muito.