E se meu filho tiver dislexia?
E se meu filho tiver dislexia?
Realmente estou ansiosa e preocupada com o meu filho mais velho.
Fomos dormir 2 horas da manhã, depois de termos uma longa e difícil conversa.
Difícil porque é preciso muito esforço para compreender o ponto de vista da criança e paciência para permitir que ela faça os seus questionamentos.
O Lucas sempre foi diferente das outras crianças.
Muito esperto, vivo e observador, desde pequeno causava surpresa e admiração pelo tom sóbrio das suas conversas.
Às vezes temos a impressão que estamos conversando com um rapaizinho.
Mas por outro lado, vive muito distraído.
Não tem foco, esquece de "quase tudo".
Gosta muito de aprender as coisas na escola, mas tem uma dificuldade enorme em registrar (escrever no caderno) com clareza e ordem.
Faz trocas e espelha alguns números.
Sei que isso é normal nos primeiros anos da alfabetização, mas agora com 10 anos de idade e estando no 6º ano escolar não é uma situação muito boa.
O problema é convencê-lo da necessidade de buscar ajuda profissional de psicopedagogos e fonoaudiólogos.
Ele não consegue admitir que precisa de ajuda porque sente muito MEDO.
Esta madrugada pude perceber isso de maneira mais clara.
Foi muito triste vê-lo desesperado, implorando ajuda para liberá-lo das aulas de recurso escolar.
Ele faz de tudo pra não ir...
Tem vergonha e medo do que os outros falam, embora não admita isso de jeito nenhum.
Houve ocasiões que levá-lo em consulta médica ou psicológica era um verdadeiro martírio para ambos.
Cortou o meu coração, quando depois de muito conversar ele desabafou:
"Mãe, e se não descobrirem o que eu tenho?"
"Mãe, e se não descobrirem o que eu tenho?"
"Por que eu sou diferente?"
Sei que estas indagações são muito comuns em crianças com dislexia e/ou com problemas de déficit de atenção.
Hoje começam as aulinhas de reforço com a psicopedagoga na escola.
Ele disse que vai e de nossa parte, tanto eu como o pai estamos fazendo tudo para que ele sinta-se mais tranquilo.
Nunca fazemos comparações entre ele e o irmão.
Nunca o comparamos com outras crianças.
Ao contrário, procuramos reforçar sua autoestima e mostramos a ele o quanto nós o amamos e compreendemos os seus limites.
Mas não podemos ficar parados e permitir que o medo dele o impeça de buscar ajuda e orientação.
Peço sua ajuda no sentido de orar por nós para que vençamos com tranquilidade este grande desafio.
Peço sua ajuda também nos indicando quais são as melhores estratégias de lidar com esta situação.
Um abraço grande pra você.
Um abraço grande pra você.

Orarei, sim, Liliane.
ResponderExcluirImagino sua dificuldade em convencê-lo. Mas você, como tenho visto desde que estreou na blogosfera, sempre mostrou uma grande mãe, e sei que essa característica será estendida a este episódio.
Feliz é Lucas de ter uma família abençoada como a de vocês. Isso, para mim, é fundamental para quem apresenta quadro de dislexia, afirmo isso como professor, pois via como o apoio da família foi fundamental para a recuperação de alguns alunos meus.
Dará tudo certo. Com certeza.
Que Deus abençoe vocês.
Liliane, em primeiro lugar ele deverá se sentir amado e compreendido na família e isso vc já deixou claro que acontece, agora é dialogar muito com ele, deixá-lo à vontade para que consiga desabafar as suas angústias, que certamente, já o estão perturbando, afinal ele já se sente diferente. Uma ajuda profissional nessa fase é fundamental, ter contato com outras mães que também passam pela mesma experiência. Conte com minhas orações sempre Lili (olha a intimidade).
ResponderExcluirBeijos
Lili, o primeiro e grande passo você já deu. Ajuda profissional.
ResponderExcluirTenho caso de déficit de atenção na família, uma sobrinha, mas sempre foi acompanhada e vai bem na escola, na medida do possível. Quase sempre as avaliações escolares dela, são orais, pois ela sabe de tudo, mas ao ter que escrever, passar para o papel, complica.
Dar apoio e incentivá-lo a ir no psicopedagogo será excelente.
Estou contigo.
Xeros
Oh minha amiga,
ResponderExcluirTe entendo. Quantas noites mal dormidas que já tive depois de conversas com filhas, mas vale a pena, querida. Pode ter certeza que vala a pena.
Que Deus te ajude!
Um beijo
O melhor de tudo que existe um diálogo...e ele está entendendo, aos poucos vai perceber que é necessário.Amor e carinho que vai seguir em frente!!Bjo
ResponderExcluirOla Lili, talvez vc n assistiu ainda um dos filmes que recomendei um tempo atras http://blogdohouse.blogspot.com/2010/09/front-of-class-o-lider-da-classe.html
ResponderExcluirSugiro que assista logo!
Eu tinha um dog que era um monge que chamos aqui em casa, comia apenas verduras e frutas, e mais nada, sem arroz nem macarrao... Claro que n estou comparando seu filho como um dog, mas sim, uma vida com outra, que necessita de paciencia, educaçao amor como todos.
Para me, isso é uma prova de Deus, para mostrar o quanto você é capaz diante nessa vida. Deus nunca testará alem da sua limite. Pense com paciencia.
Liliane querida, tem dois selinhos para você no meu blog, tá bom? :)
ResponderExcluirSobre o seu filho, faz muito bem em agir assim, incentivando-o, compreendendo e ajudando a que se sinta o mais enquadrado possível.
Não sei como ajudar de forma prática, mas neste momento desejo profundamente que as sessões que ele vai começar resultem e que tudo fique bem. Envio muita luz para você, para seu filho, muito amor e que peço que Deus o abençoe.
Parabéns por ser uma mãe maravilhosa.
Beijo meu.
Angel.
Oi, Liliane, Não sou especialista, mas tenho duas filhas e passei por muitos e muitos problemas também. Acho, inclusive, que vocês estão no caminho certo, no sentido da presença, do carinho e principalmente em dar a ele segurança, que é fundamental para que mantenha sua auto estima elevada e perca os medos, pois daqui a uns dois ou três anos a realidade já vai ser completamente diferente, a adolescência. Portanto, acho que pode ficar tranquila, ainda que seja problema de dislexia. É fundamental também que a escola (direção, corpo pedagógico e profesores) atuem com o mesmo carinho e atenção, não deixando-o se intimidar nem sentir-se inferiorizado. Assim ele crescerá um jovem seguro para a vida.
ResponderExcluirPS: li uma reportagem outro dia sobre o Tom Cruise. Ele sofria de dislexia na infância. Pelo que se vê hoje, isso não afetou a sua vida, não é mesmo? abraços. paz e bem.
Seu filho só tem que entende que ele não tem uma doença, apenas o seu cérebro processa as informações de maneira diferente com relação a leitura, que ele terá que desenvolver estratégias para compensar as dificuldades e por isso deve frequentar a psicóloga, fazer o tratamento direitinho para seguir sua vida acadêmica normalmente.
ResponderExcluirLiliane, ainda existe um certo preconceito sobre frequentar psicólogos e isso, sabemos que é por conta da ignorância e seu filho pode estar com vergonha dos amigos. Uma amiga teve que levar o filho no psicólogo em outra cidade, porque ele não aceitava que as pessoas soubessem. Não sei se é este o caso, mas enfim, a nós cabe apenas rezar, enviar energias positivas para que tudo transcorra bem. O Valteir deu sua certeza como profissional e eu acredito nessa certeza por conta do seu amor! Vai dar certo! Beijus,
Sei exatamente a dor que teu menino está passando. sou disléxica e sei o quanto dói ser taxado de "burro", "malandro" e incapaz. A luta é árdua minha amiga, mas é possível mudar a história.
ResponderExcluirVc leu o recadinho que deixei em relação a divisão?
Beijos